MPF/MA participa de fiscalização de casarões no centro histórico de São Luís
24/7/2008 12h42
O Ministério Público Federal no Maranhão participa de fiscalização dos casarões tombados pelo patrimônio histórico de São Luís, que estão sendo transformados em estacionamento para carros.
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), o Ministério Público Estadual (MP/MA), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Departamento de Patrimônio Histórico do Estado, a Polícia Federal, a Polícia Civil, Delegacia de Meio Ambiente, Fundação Municipal de Patrimônio Histórico, além da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) e da Fundação Municipal de Cultura iniciaram hoje, 24 de julho, uma fiscalização nos casarões tombados pelo patrimônio histórico de São Luís, que estão sendo derrubados, reformados e transformados em estacionamento para carros. A ação conjunta foi batizada de Operação Patrimônio.
A fiscalização tem o objetivo de embargar o funcionamento de estacionamentos que prejudicam e descaracterizam os imóveis tombados no centro histórico de São Luís. A atividade é considerada prejudicial à conservação dos casarões, que têm suas paredes internas derrubadas para dar lugar a veículos, além de ter a fachada descaracterizada em muitas situações.
A fiscalização faz parte de uma série de medidas de controle e repressão ao uso econômico indevido de imóveis tombados pelo patrimônio, seja na esfera federal ou estadual.
“A partir dos trabalhos desta manhã, o Iphan enviará ao MPF a documentação contendo parecer técnico dos locais fiscalizados. Nos casos mais graves existe a possibilidade de instauração de inquérito policial, uso de ação penal, além de ação civil pública contra os proprietários dos imóveis”, explicou o procurador da República Alexandre Silva Soares.
Os infratores poderão ser enquadrados no artigo 62 ou 63 da Lei de crimes ambientais, com pena de até três anos, além de multa.
Veja a nota divulgada pelas instituições que participaram da operação:
http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias-do-site/pdfs/patrimonio.pdf
Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Maranhão
Tel.: (98) 32137137/99449223
E-mail:ascom@prma.mpf.gov.br
Edital MCT/CNPQ 14/2008 Universal Processo 470333/2008-1
12 de agosto de 2008
12 de maio de 2008
VI Semana Nacional dos Museus

VI Semana Nacional dos Museus
Museus como Agentes de Mudança Social e Desenvolvimento
Universidade Federal do Maranhão
Palestra
TEATRO DAS MEMÓRIAS: entre o passado e o futuro.
Prof. Alexandre Fernandes Corrêa
GRUPO DE PESQUISA PATRIMÔNIO & MEMÓRIA
GRUPO DE ESTUDOS CULTURAIS
PALÁCIO CRISTO-REI
ROTEIRO DE APRESENTAÇÃO:
Tema da Semana Nacional: Museus como Agentes de Mudança Social e Desenvolvimento;
Tema do Ano Ibero-Americano de Museus/2008;
A Importância da Universidade vincular-se e integrar esse processo de debates e reflexões sobre a função social dos Museus em nossa sociedade local e no continente;
Refletir sobre a contribuição das Universidades para a democratização do acesso aos museus em nosso país.
Num campo e área do conhecimento dominada por muito conservadorismo é importante ver a disposição de se renovar os paradigmas de atuação e das práticas museológicas atuais;
Parece paradoxal que os Museus, lugares tradicionalmente estabelecidos como lugares da conservação, possam vir a ser lugares de reflexão sobre transformação cultural, desenvolvimento e inclusão;
Esse é um desafio interessante para todos nós.
CONCEPÇÕES DE MUSEU
Os Museu na Europa têm uma longa história de focar o olhar sobre os objetos, como artefatos engenhosos;
Os primeiros museus eram coleções enciclopédicas de príncipes renascentistas;
Fundados sob a ideologia do poder político e intelectual, engajado em colecionar objetos como no modo taxonômico de ordená-los;
Tudo que foi colecionado sob esse viés, era considerado ‘visualmente interessante’;
Museu: Exibir, Ver, Educar
Do Renascimento até hoje, os Museus têm mudado muito. É uma exigência da sociedade – o antigo modelo já não dá conta da nova realidade;
O desafio agora é a demanda por se tornar um lugar-agente de ‘promoção’ do ‘desenvolvimento’ e da ‘inclusão’ social;
É preciso compreender as metamorfoses do sentido do museu na sociedade contemporânea;
Aqui vamos trabalhar com a idéia do Museu como um Teatro das Memórias, dialogando com as outras formas de Museus, Eco-Museus, Centros e Casas de Cultura, etc.
Teatro das Memórias: Entre o Passado e o Futuro
Uma Contribuição da UFMA para São Luís: O Projeto de Pesquisa e Ação Cultural
Diálogo Passado Presente Futuro
Projeto de Pesquisa e Ação Cultural
Reflexões a partir de uma prática de pesquisa e de extensão universitária;
Enfrentar a dificuldade de lidar com a memória no contexto sócio-cultural contemporâneo, fascinado pelo fetichismo da ‘modernização-globalização’ acelerada;
A importância dos estudos da memória na sua relação com a rede de significados políticos e a dimensão da ação dos atores sociais;
Enfrentar as dificuldades de desenvolver um trabalho independente sem o controle das empresas e dos interesses políticos.
Brasil: País do Futuro & País sem Memória
Não temos uma tradição coletiva de transmissão ininterrupta de valores, um conjunto de bens culturais coesos, com uma memória coletiva cristalizada;
Temos Memórias Sociais Subterrâneas Plurais, dominadas pela ‘memória oficial’;
País do Futuro: o esquecimento das origens pessoais, dos grupos imigrantes, raças, etnias, etc.
País da Promessa – Lema: Esquecer para tornar-se brasileiro.
País do Teatro das Memórias Sociais Plurais
Temos um caminho aberto para uma multiplicidade de definições de memória;
Não há uma única memória cultural e coletiva;
Há pluralidade de ‘memórias’ – a acentuação do especial, singular e único, tem um papel importante;
Superar a dificuldade de lidar com a memória social traumática no país: escravismo, colonialismo, autoritarismos, ditaduras;
A Memória social brasileira não é um mar de “rosas”: temos que agir com cuidado e muito respeito.
País do Presente e dos Contrastes
É preciso uma perspectiva interdisciplinar e transcultural das relações entre memória e esquecimento na sociedade brasileira;
País do aqui e agora: fixação no prazer e alegria x passado difícil e conflituoso;
Dialética: País da Esperança x Passado Violento
A Memória social brasileira é traumática, violenta, repleta de histórias de espoliações, escravidão, etnocídios, genocídios, autoritarismos, ditaduras, etc.
Quadro que propicia as tentativas de encobrimento e as dificuldades de lidar com os conflitos, que são recalcados e evitados a todo custo.
TEATRO DAS MEMÓRIAS:Diversidade & Unidade
Proposta: Sociedade Humana: Vida Social = Teatro e Drama: a Sociedade como um Teatro Vivo;
Cada personagem-indivíduo-pessoa-sujeito-grupo é ator e desempenha papéis sociais singulares;
A Vida social, como um Drama social, esta repleta de histórias, dramas, etc.;
A Vida social, como o teatro da vida, tem comédias e tragédias;
O cotidiano da vida está repleto de representações dramáticas, dos quais nossas biografias fazem parte e constituem capítulos importantes das diversas Histórias de Vida, nos diferentes grupos aos quais nos vinculamos.
Gestão Democrática do Teatro das Memórias Sociais
Avançar: Artigos 156 e 157 da Constituição Federal Brasileira: direitos culturais e cidadania cultura;
Direito de participar da gestão das políticas culturais, da memória social e das identidades sociais;
Necessidade de Conselhos de Cultura e Patrimônio funcionando democraticamente, e representativos;
Observatórios da Política Cultural da sociedade civil, para que cultivemos o diálogo democrático e o respeito a crítica e a autonomia cultural;
Evitar o clientelismo, os favores e a cultura da subalternidade e subserviência.
ENTRE O PASSADO E O FUTURO: o que fazer do que fizeram de nós?
A Educação Patrimonial na Encruzilhada: Inclusão e Desenvolvimento para quem? Quem está se beneficiando dessas práticas pseudo-pedagógicas? Como se propor a ‘amar’ o passado e se ‘sentir pertencendo’ a uma história de explorações, espoliações e dominações coloniais exercida sobre milhões de brasileiros? Será correto fazer ‘entretenimento’ e ‘lazer’ das memórias e histórias populares?
A ‘Educação Patrimonial’ na Encruzilhada
Questão crucial: O que fazer do que fizeram de nós?
Patrimônio cultural é herança e legado: para quem foi deixado o testamento desses legados culturais?
Como se sentir pertencente a um ‘patrimônio’ que é símbolo e lembrança de uma condição subalterna, para milhões de brasileiros?
Como ‘ensinar a amar’ um passado que tantos traumas históricos infringiu a maioria da população?
Esses patrimônios pertencem a quem? Devem ser ‘amados’ por quem?
Questões ao ‘Romantismo’ e a ‘Nostalgia’ Pós-Moderna
‘Conhecer’ para ‘amar’ o patrimônio: mas conhecer quais histórias? Quem vai contar essa ‘história’?
Para quem o passado pode ser objeto de amor e de sentimento de pertencimento?
Qual a natureza ideológica do ‘amor romântico’ pelo passado?
Para quais grupos sociais o passado pode ser lembrado sem causar aflições e remorsos?
Para quem lembrar do passado pode ser agradável e prazeroso: toda gente? Todos podem lembrar do passado da mesma forma?
Para quais grupos pode ser objeto lúdico brincar do jogo da memória e do esquecimento no teatro das memórias da vida real?
Museus ‘Fósseis’ x Museus Vivos
Como lidar com os traumas históricos e sociais graves em que vivem e viveram as populações que ainda habitam os sítios históricos das nossas cidades?
O Teatro das Memórias não é um processo para ser proposto a comunidade de forma irresponsável e ilusória.
É preciso entender quais os interesses ideológicos daqueles que querem continuar a tirar benefícios da história dos sofrimentos alheios;
Projetos de Lazer e Entretenimeto são formas de inclusão?
Evitar a ‘fossilização’ e ‘folclorização’ da cultura. Precisamos de Museus que sejam Teatros Vivos da Cultura Popular.
Terapêutica da Memória
Ao contrário dos que querem tirar mais-valia das memórias e do passado dos diferentes grupos sociais que formam a nossa sociedade, é preciso mais pesquisa e conhecimento;
Ao remar contra a maré pós-moderna dos que querem transformar o passado em mercadoria fetichizada, barata e sanitarizada - abolindo e encobrindo todas as contradições da história;
É preciso um trabalho terapêutico de longo prazo, com pesquisa orientada e científica, no sentido de se atingir uma ‘outra cena’, uma ’outra memória’: propor a re-significação política dos acervos culturais;
Trabalho que deve ser feito através de uma sócio-análise profunda, associado a uma psico-análise igualmente profunda;
A ‘outra memória’ e a ‘outra cena’
É um trabalho inter e multi-disciplinar para atingir meta-ponto-de-vista transdisciplinar;
Não tem como fazer esse trabalho isolado, sem interfaces com equipes multi e inter-disciplinares;
Para se evitar a ‘turistificação’ e a ‘folcrorização’ mercadológica das memórias sociais, ou a patrimonialização excessiva – que visa a espetacularização mercantilizada – é preciso um trabalho de longo prazo, elaborado por equipes de profissionais de história, sociologia, antropologia, psicologia, psicanálise, etc.
Trabalho com método e perspectiva científica.
Exemplos da Relação com as Memórias Diversas
Para ilustrar a reflexão proposta, e marcar as particularidades das relações diferenciadas que os grupos sociais tem com sua memória e história, lembremos dos grupos de índios e negros brasileiros no Maranhão, e os grupos de imigrantes sírio-libaneses e europeus em nosso país; São história de destinos diferentes;
Cada grupo mantém uma relação diferente com a memória e a história; história de sucessos e fracassos;
É preciso ter em mente as particularidades de cada grupo e conhecer sua relação com a memória e a história.
Proposta Metodológica: Sociedade – Teatro Vivo
Nossas vidas se movimentam sob o impacto de duas forças poderosas: a do passado e a do futuro.
Sociedade – Teatro Vivo:Jogo das Semelhanças & Diferenças
O presente é o resultado da ação conflituosa, ou harmônica, entre duas forças: do passado e do futuro.
Atual Transformação Técno-Sócio-Cultural Acelerada
MUSEUS: Locais de Dramatização (Encenação) do Impacto das Mudanças na Vida Social Moderna
Gestão da História, Patrimônios, Memórias, Identidades
TEATRO DAS MEMÓRIAS:São Tomás de Aquino – “O Sensível é o veículo natural do Inteligível”.
A palavra “TEATRO” – privilegia a visualidade – conserva uma vinculação etimológica à família do verbo grego theáomai, “ver”.
Os Museus são Teatros da Memória.
As matrizes sensoriais (ver, ouvir, tocar, sentir, etc) facilitam a rememoração. Espaços de Dramatização da Memória. Ex: Igreja Barroca – Bíblias de Pedra.
Impacto pedagógico através da seleção mental, ordenamento, registro, interpretação e síntese cognitiva na apresentação visual.
Exposição, Pesquisa e Produção de Conhecimento: Laboratório da História Social
Existe uma gama multiforme de possibilidades para os Museus, recusando-se um modelo único.
Propostas para evitar os Museus-Fósseis;
Os Museus, de qualquer natureza, devem buscar contemplar e trazer uma contribuição específica, e insubstituível, para a produção de conhecimento.
Combater a Museomania Convencional, através do estímulo aos Museus-Teatros Vivos da memória e da transformação sócio-cultural histórica.
Projetos de Ação Cultural:Extensão Universitária – UFMA
No Teatro das Memórias o processo de gestão democrática das culturas, dos patrimônios, das identidades e dos sentimentos de pertencimento podem se dar através da realização de laboratórios e oficinas;
Artesanato, Cinema, Teatro, Fotografia, Arquitetura, Cenografia, Música, Manifestações Culturais, etc.
As Comunidades decidem suas prioridades;
Evitar, a todo custo, o uso mercadológico de intervenções ‘eventuais’ apenas para difundir a imagem das empresas e dos políticos.
TEATRO DAS MEMÓRIAS:LARGO DO DESTERRO – História e Memória Social dos Bairros
O Trabalho de Pesquisa e Extensão Universitária em bairros e comunidades deve ser elaborado com muitos cuidados para não se tornar apenas mais um evento de marketing de empresas e governos que somente tiram mais-valia difundindo o ‘falso amor ao passado’.
Lema-Guia da Proposta da Gestão Política do Teatro das Memórias: “Apressar a Muda da Lagarta”
Como lembrava Paul Valery: “a maioria das sementes não tem futuro” – Nem todos os bons frutos vingam ou nascem;
Portanto, a ação cultural deve ativar 3 esferas do vida do indivíduo e do grupo:
1. IMAGINAÇÃO: a consciência reflete sobre si mesma, inventa a si mesma, se abre para as possibilidades, libertando-se do ser e do dever ser para aceitar o desafio do poder ser;
2. AÇÃO: o sujeito penetra no tempo presente e viabiliza o que sua imaginação pré-sentiu – ligando-se ao processo cultural concreto;
3. REFLEXÃO: permitir fazer a si mesmo uma proposta de continuidade de si próprio, de sua consciência e de sua ação, numa integração com o passado capaz de permitir o exercício teórico, i.é, a previsão do futuro, a predeterminação do futuro;
Neste instante, o círculo se fecha e a imaginação é de novo ativada.
A Metamorfose Cultural: A Ação Cultural é uma Lagarta
Essa visão só é possível quando se antecipa a imagem nova, transfigurada e multicolorida que dela vai surgir.
Mas, Cuidado com as Resistências e o Negativismo: Se o trabalho de metamorfose demorar muito, vem a vontade incontrolável de esmagar aquele bicho repelente, com tudo que possa abrigar de promissor em seu corpo mutante!
É preciso saber cultivar a boas sementes!
Internet: Informações sobre o Conceito e a Concepção do Projeto
http://teatrodasmemorias.blogspot.com/
Projeto de Pesquisa e Extensão Universitária, Aprovado no DEPSAN-CCCH-CONSEPE-CONSUN-UFMA-2003
GT UFMA São Luís 400 anos
Este anteprojeto tem o objetivo de promover uma campanha pela recuperação de fotografias e imagens relacionadas as comemorações dos 350 anos de ‘fundação’ da cidade de São Luís do Maranhão, no ano de 1962.
GRUPO DE PESQUISA PATRIMÔNIO & MEMÓRIA: Convida
I ENCONTRO DE ESTUDOS CULTURAIS
CCOCF (Praia Grande) – 29 A 30 de Maio
http://grupodepesquisapatrimoniomemoria.blogspot.com/
OBRIGADO!
VI SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS

UFMA promove VI Semana Nacional de Museus
A abertura do evento acontece na segunda-feira, 12, no Palácio Cristo Rei
Com o tema "Museus como agentes de mudança social", o Memorial Cristo Rei promove entre os dias 12 e 16 de maio a edição local da VI Semana Nacional de Museus. Iniciando em 2006 sua participação no evento, o Memorial aderiu em 2007 ao Cadastro Nacional e já faz parte do Sistema Brasileiro de Museus.
Dia 12 de maio
Palestra de abertura:
"TEATRO DAS MEMÓRIAS: ENTRE O PASSADO E O FUTURO"
Palestrante: Prof. Dr. Alexandre Fernandes Corrêa - Departamento de Antropologia e Sociologia da UFMA
Horário: 18h00
O evento nacional acontece anualmente no mês de maio, em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio), com o propósito de integrar os museus brasileiros e intensificar sua relação com a sociedade, sendo promovido pelo Departamento de Museus e Centros Culturais (DEMU), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e pela Associação Brasileira de Museus (ABM).
O Memorial Cristo Rei tem como objetivo resgatar, preservar e difundir a história da UFMA. O acervo histórico do memorial é composto por livros e relatórios sobre a Universidade, documentos das antigas faculdades isoladas, peças e equipamentos da área médica e de diversos setores da universidade, bem como honrarias recebidas pelos ex-reitores e fotografias dos eventos ocorridos nas gestões anteriores.
21 de novembro de 2007
FOTOS DE SÃO LUÍS DE GAUDÊNCIO CUNHA - 1908
FOTOS DE GAUDÊNCIO - 1908
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GRUPO ESTUDOS CULTURAIS 2008Saudações Culturais!
Comunicação aos Participantes:
1. Até o fim do ano teremos reuniões nos dias: 05/11, 12/11, (19/11 - não terá), 26/11, 03/12, 10/12, 17/12. Atenção: A partir de Janeiro/2008 as reuniões acontecerão QUINZENALMENTE.
2. Para o Próximo dia 05/11, teremos:
Apresentação de Simony Nunes/CS, sobre o texto "Artíficio e Autenticidade" de Silvana Araújo (texto no CA de História).
Até o fim do ano, faremos reflexões relacionadas a este tema baseado nos seguintes textos:
- Lévi-Strauss, "Antropologia Estrutural I" (último capítulo - parte "Critérios da Autenticidade");
- Jean Baudrilllard - "Simulacros e Simulação" (o que puderem ler desse autor e desse livro);
- José Reginaldo Gonçalves (IFCS/UFRJ) - Texto: "Autenticidade, Memória e Ideologias Nacionais" (texto em anexo a esta mensagem);
- Alexandre Corrêa - Texto: "Patrimônios bioculturais na hipermodernidade: a crise dos critérios de autenticidade" (em anexo a esta mensagem).
- Henri Pierre Jeudy - Livro: Espelho das Cidades. Especialmente o capítulo: "A Clonagem das Cidades".
3. Até o final do ano quero dos Bolsistas e participantes do GEC, um relatório das leituras que fizeram este ano;
4. Criar uma Programação para 2008.
Atenciosamente,
Alexandre Corrêa.
PS - "O Simulacro é Verdadeiro", O Eclesiastes.
"La vida personal, la expresión, el conocimiento y la historia avanzam oblicuamente, y no directamente, hacia fines o hacia conceptos. Lo que se busca demasiado deliberadamente, no se consigue". Maurice Merleau-Ponty.
"Si no conoces la respuesta, discute la pregunta". Clifford Geertz.
11 de agosto de 2007
Projeto 46 Anos UFMA & 400 anos São Luís
UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO
GRUPO DE TRABALHO
PROJETO UFMA 46 ANOS & SÃO LUÍS 400 ANOS (2012-16): Francesa ou Portuguesa?
SÃO LUÍS/2007
APRESENTAÇÃO
Projeto de criação de um GRUPO DE TRABALHO que elaborará e organizará os eventos e promoções culturais para as comemorações dos 46 anos da UFMA e dos 400 anos da cidade de São Luís, no âmbito da Universidade Federal do Maranhão. Trata-se de um GRUPO DE TRABALHO (Comitê), vinculado a Vice-Reitoria, para a coordenação dos diversos eventos promocionais e festividades que deverão ocorrer antes e durante a importante data histórica dos 400 anos de fundação da cidade de São Luís (1612) e dos 46 anos de fundação da Universidade Federal do Maranhão.
PRODUTOS E LINHAS DE AÇÃO
Entre outros produtos e linhas de ação cultural, social, artística, científica, promocional e turística que se pode desenvolver, temos:
1) Criação de linhas editoriais sobre a cidade de São Luís: publicação de teses de doutorado, dissertações de mestrado e monografias de especialização e graduação – além de trabalhos literários e científicos premiados e de grande valor cultural, artístico e científico;
2) Criação de concursos literários e humanísticos vinculados ao tema;
3) Exposições de arte e cultura;
4) Festivais de música, teatro e dança;
5) E ainda diversas manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade maranhense – como os povos indígenas, os afro-descendentes, os sírios e libaneses, e outros grupos de migrantes que se enraizaram no Estado do Maranhão.
Porém, para concretizar tudo isso é preciso uma preparação profissional, organizada com muita antecedência. Não consideramos prematuro propor preparativos para um evento que acontecerá apenas em 2012.
Como preparação para o ano de 2012, podemos, nesse intervalo de tempo, estabelecer vínculos e realizar comemorações em conjunto com a cidade de Quebec no Canadá - fundada por franceses, no mesmo contexto histórico que propiciou o estabelecimento da colônia da "França Equinocial" no Maranhão - e que estará completando 400 anos já em julho de 2008. Essa parceria poderá vir a ser um forte atrativo de turistas canadenses para a cidade de São Luís.
A idéia é que São Luís e Quebec podem ser consideradas "cidades-irmãs", por conta de suas origens em comum e proximidade de suas respectivas fundações históricas. O ano de 2008 poderia assim ser declarado "Ano de Quebec no Maranhão".
Outra idéia considera a possibilidade de no dia 08 de setembro de 2012 realizar uma Maratona em nossa cidade – proposta que será encaminhada à Prefeitura de São Luís. Maratona que contaria com a participação de atletas de países de língua portuguesa e de língua francesa, como símbolo de amizade entre essas nações. Esse evento teria um custo relativamente pequeno para a sua realização, mas certamente causaria um grande impacto promocional e turístico em São Luís - a cidade que nasceu francesa e se tornou a mais portuguesa das capitais brasileiras.
Entidades Propositoras e Parceiras
Sindicato dos Sociólogos do Estado do Maranhão
Grupo de Estudos e Pesquisas Patrimônio & Memória/UFMA
Projeto de Ação Cultural Teatro das Memórias/GEPPM
Grupo de Trabalho São Luís 400 Anos e 46 Anos UFMA
OBS: Cabe salientar que as Ideias e os Projetos, elaborados desde o ano de 2008, não foram contemplados com o apoio declarado; e jamais receberam aporte financeiro de qualquer instância universitária ou de governo. O apoio restringiu-se ao uso da sala 19 do CEB/Velho, via Vice-Reitoria, e a entrega de equipamentos de escritório, por parte da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Maranhão (2009). Todas as despesas ocorridas desde então foram pagas pelos membros do GT.
27 de junho de 2007
PROJETO MUSEU DAS CRIANÇAS
A CASA DE SER CRIANÇA
"Do Passado Emergirão as Crianças do Futuro"
Wilhelm Reich
"Museu das Crianças: a casa de ser criança".
Alexandre Fernandes Corrêa - UFMA
INTRODUÇÃO
Este trabalho de Pesquisa e Extensão - Museu das Crianças - pretende realizar projetos que levem a criança a aprender participando, criando e imaginando.
Inicialmente nos dedicaremos a trabalhar a História das Cidades e dos Sítios Históricos, na linha inglesa do “living history”, para em seguida desenvolver técnicas em que a forma criativa e alegre de ensinar seja aplicada a qualquer aprendizagem. O êxito deste projeto será medido pelos risos, o entusiasmo, o brilho dos olhos e as perguntas que nascerem das crianças.
PORQUÊ O MUSEU DAS CRIANÇAS
Nosso objetivo é levar cada projeto ao maior número possível de crianças. Como o esforço e os estudos necessários para efetivar tal empreendimento são tamanhos, buscamos encontrar uma fórmula, nos moldes do projeto do Museu das Crianças da Cidade de Lisboa, “para que a festa permanecesse, se recriasse dentro de si mesma, suprisse faltas que parecem inevitáveis nas escolas, e ensinasse os caminhos do sonho a uma geração inteira, e outras depois dessa”.
Foi assim que chegamos a idéia do Museu das Crianças. “As crianças são um campo fértil, e tudo o que deslumbra permanece e é semente”. Cada uma delas será, no decorrer da sua vida, responsável pelos frutos – mas, quanto mais se der à partida, maior será a capacidade da promessa. Porém, vamos começar o Museu de “pernas para o ar”. E isto porque os museus se fazem, normalmente, quando existe um conjunto de peças, e aqui ao contrário. Faz-se o museu porque há crianças.
O MUSEU
Deparamo-nos, neste ponto, com algo parecido com o que acontece com a escrita Árabe: escreveremos, este Museu, de lá para cá.
“As crianças serão, assim, o acervo deste museu antimuseu, e ao redor delas que irão mover-se e animar-se objetos, idéias, possibilidades”.
As coisas serão feitas de maneira que os objetos sejam criados constantemente pelas crianças que os irão explorar, de todos os avessos possíveis, como um brinquedo, e reinventando sempre a sua própria relação com as coisas, e a das coisas umas com as outras. Trata-se de uma experiência semelhante com aquela de ver a sala de aula de cima da mesa, como sugeria o professor do filme Sociedade dos Poetas Mortos.
A COMPOSIÇÃO DO MUSEU
Para se conseguir atingir esse objetivo, o museu deve compor-se de três partes principais.
1. Uma parte fixa que terá de ter a sua função histórica. As peças de um museu não são correntes nem habituais, porque essas são conhecidas e tomadas no quotidiano. As peças de um museu devem contar qualquer coisa de diferente – e esta parte do museu deverá situar, para as crianças que venham, como foram outras infâncias: “Naquele tempo...”.
Naquele tempo o mundo que rodeava as crianças era imensamente diferente, e o infantil passava-se todo por dentro, porque, por fora, as coisas eram adultas e dos adultos. E é por isso que esta aprte do museu deverá ser feita de forma a que essas coisas se tronem imediatamente evidentes e surpreendentes para as crianças que ali chegam. Mas também de forma que essas mesmas perguntas sejam formuladas e respondidas pelas crianças. A disposição e o jogo à volta de cada peça são o que irá induzir cada criança visitante a uma atitude ativa.
2. Numa segunda parte deste museu irão decorrer exposições temporárias, que serão, na sua maioria, importações de exposições fascinantes que rodam nos museus das crianças de outros estados e países pelo mundo, que por ventura possam aportar na cidade, e se tornará acessível às crianças do lugar. Prevê-se ainda que seja possível realizar nesta parte do museu, por ter de ser fisicamente a mais flexível, réplicas de acontecimentos do mundo de gente grande, como, p. ex., uma feira de livro montada por crianças (com o apoio de monitores) e promovida por elas, e onde o livro do “dia” ou da “semana” seja tornado sedutor pelo trabalho de equipe de uma classe, de forma a cativar para ele o interesse das crianças que chegarem.
3. A terceira parte irá celebrar as artes! Como linguagem universal que são, afigura-se-nos, como aos Gregos, que são indispensáveis na educação da criança e no desenvolvimento da sensibilidade. Por isso, imaginamos um teatro, à escala infantil, mas completo, com bastidores, quarda-roupa, cenários, platéia, etc. Aqui as crianças irão criar personagens, meter-se dentro delas, representa-las, aplaudi-las ou criticá-las até perceberem como a língua que falam pode tornar-se um instrumento divertido, capaz de produzir efeitos do mesmo modo que as cores ou os sons, ou um pássaro a voar. E, através das palavras, contatar mundos novos e insuspeitados. Aqui se será possível crianças ouvirem música tocada por crianças, e existir uma familiaridade leve com os sons e com os efeitos que eles permitem infinitamente. De tal modo que tudo que for criado, possa sair das moas de grupos de crianças, orientadas por mestres destas diferentes artes, até que as crianças compreendam que este museu é delas, e como elas está crescendo, e que para isso a sua contribuição é pedida e desejada.
COMO REALIZAR
A partir do momento em que estas idéias-base se organizem, tornando-se lançamento para projetos concretos, nos dedicaremos a visitar e conhecer outras experiências de museus da criança no Brasil e no Mundo. O intercâmbio e o envolvimento de novos grupos de interessados criarão novas formas de colaboração. Recebendo propostas, pistas, histórias de percursos percorridos, e, em resumo, o apoio de que necessitam para por dos pés no caminho com garantias de êxito que todos os museus infantis têm nos seus lugares de origem.
É desnecessário nos prolongarmos na evidente necessidade de um equipamento social e cultural como este nos Sítios Históricos de nosso país. Em cidades carentes de ofertas de museus para adultos, é mais do que certa a falta de museus específicos para a clientela estudantil e infantil. Desse modo, pretendemos integrar as visitas ao museu ao calendário das escolas públicas, promovendo trabalhos de educação patrimonial de qualidade. Este trabalho está vinculado ao esforço mais amplo de garantir o exercício dos direitos culturais a todo cidadão brasileiro, como está inscrito na Constituição Federal de 1988.
Museus das Crianças pelo Mundo:
1. EUA:
· The Brooklyn Children’s Museum – (1899) – É o mais antigo museu das crianças existente no Mundo;
· Children’s Museum of Oak Bridge (Tenessee);
· Exploratorium (S. Francisco);
· Boston Children’s Museun;
· Staten Island Children’s Museum;
· Cloisters Children’s Museum;
· Capitol Children’s Museum;
· Please Touch Museum for Children;
· Richmond Children’s Museum;
· The Cleveland Children’s Museum.
2. Europa:
· França: Le Musée en Herbe (Bois de Boulogne – Paris);
· Reino Unido (Edimburgo) Museum of Childhood;
· Londres – Bethnal Green Museum of Childhood;
· Halifax – The Museum of Childood;
· Bruxelas – Musée des Enfants.
3. América Latina:
. Museo de los Niños (Caracas): http://www.maravillosarealidad.com/
MUSEUS DAS CRIANÇAS NA WEB
www.childrensmuseum.com
www.museedesenfants.be
www.quipusbolivia.org
www.museoabasto.org.ar
www.museodelosninos.org.ve
www.civilization.ca/mce_ccm/mce_ecmf.asp
museudevarginha@zipmail.com.br
www.maravillosarealidad.com/
Embora não chegue a ser um "Museu da Criança", há na Faculdade de Educação da USP o Museu da Educação e do Brinquedo (MEB) vinculado ao Laboratório de Brinquedos e Materias Pedagógicos (Labrimp). Há uma página na internet: http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/meb.htm. O endereço eletrônico: labrimp@edu.usp.br.
"Do Passado Emergirão as Crianças do Futuro"
Wilhelm Reich
"Museu das Crianças: a casa de ser criança".
Alexandre Fernandes Corrêa - UFMA
INTRODUÇÃO
Este trabalho de Pesquisa e Extensão - Museu das Crianças - pretende realizar projetos que levem a criança a aprender participando, criando e imaginando.
Inicialmente nos dedicaremos a trabalhar a História das Cidades e dos Sítios Históricos, na linha inglesa do “living history”, para em seguida desenvolver técnicas em que a forma criativa e alegre de ensinar seja aplicada a qualquer aprendizagem. O êxito deste projeto será medido pelos risos, o entusiasmo, o brilho dos olhos e as perguntas que nascerem das crianças.
PORQUÊ O MUSEU DAS CRIANÇAS
Nosso objetivo é levar cada projeto ao maior número possível de crianças. Como o esforço e os estudos necessários para efetivar tal empreendimento são tamanhos, buscamos encontrar uma fórmula, nos moldes do projeto do Museu das Crianças da Cidade de Lisboa, “para que a festa permanecesse, se recriasse dentro de si mesma, suprisse faltas que parecem inevitáveis nas escolas, e ensinasse os caminhos do sonho a uma geração inteira, e outras depois dessa”.
Foi assim que chegamos a idéia do Museu das Crianças. “As crianças são um campo fértil, e tudo o que deslumbra permanece e é semente”. Cada uma delas será, no decorrer da sua vida, responsável pelos frutos – mas, quanto mais se der à partida, maior será a capacidade da promessa. Porém, vamos começar o Museu de “pernas para o ar”. E isto porque os museus se fazem, normalmente, quando existe um conjunto de peças, e aqui ao contrário. Faz-se o museu porque há crianças.
O MUSEU
Deparamo-nos, neste ponto, com algo parecido com o que acontece com a escrita Árabe: escreveremos, este Museu, de lá para cá.
“As crianças serão, assim, o acervo deste museu antimuseu, e ao redor delas que irão mover-se e animar-se objetos, idéias, possibilidades”.
As coisas serão feitas de maneira que os objetos sejam criados constantemente pelas crianças que os irão explorar, de todos os avessos possíveis, como um brinquedo, e reinventando sempre a sua própria relação com as coisas, e a das coisas umas com as outras. Trata-se de uma experiência semelhante com aquela de ver a sala de aula de cima da mesa, como sugeria o professor do filme Sociedade dos Poetas Mortos.
A COMPOSIÇÃO DO MUSEU
Para se conseguir atingir esse objetivo, o museu deve compor-se de três partes principais.
1. Uma parte fixa que terá de ter a sua função histórica. As peças de um museu não são correntes nem habituais, porque essas são conhecidas e tomadas no quotidiano. As peças de um museu devem contar qualquer coisa de diferente – e esta parte do museu deverá situar, para as crianças que venham, como foram outras infâncias: “Naquele tempo...”.
Naquele tempo o mundo que rodeava as crianças era imensamente diferente, e o infantil passava-se todo por dentro, porque, por fora, as coisas eram adultas e dos adultos. E é por isso que esta aprte do museu deverá ser feita de forma a que essas coisas se tronem imediatamente evidentes e surpreendentes para as crianças que ali chegam. Mas também de forma que essas mesmas perguntas sejam formuladas e respondidas pelas crianças. A disposição e o jogo à volta de cada peça são o que irá induzir cada criança visitante a uma atitude ativa.
2. Numa segunda parte deste museu irão decorrer exposições temporárias, que serão, na sua maioria, importações de exposições fascinantes que rodam nos museus das crianças de outros estados e países pelo mundo, que por ventura possam aportar na cidade, e se tornará acessível às crianças do lugar. Prevê-se ainda que seja possível realizar nesta parte do museu, por ter de ser fisicamente a mais flexível, réplicas de acontecimentos do mundo de gente grande, como, p. ex., uma feira de livro montada por crianças (com o apoio de monitores) e promovida por elas, e onde o livro do “dia” ou da “semana” seja tornado sedutor pelo trabalho de equipe de uma classe, de forma a cativar para ele o interesse das crianças que chegarem.
3. A terceira parte irá celebrar as artes! Como linguagem universal que são, afigura-se-nos, como aos Gregos, que são indispensáveis na educação da criança e no desenvolvimento da sensibilidade. Por isso, imaginamos um teatro, à escala infantil, mas completo, com bastidores, quarda-roupa, cenários, platéia, etc. Aqui as crianças irão criar personagens, meter-se dentro delas, representa-las, aplaudi-las ou criticá-las até perceberem como a língua que falam pode tornar-se um instrumento divertido, capaz de produzir efeitos do mesmo modo que as cores ou os sons, ou um pássaro a voar. E, através das palavras, contatar mundos novos e insuspeitados. Aqui se será possível crianças ouvirem música tocada por crianças, e existir uma familiaridade leve com os sons e com os efeitos que eles permitem infinitamente. De tal modo que tudo que for criado, possa sair das moas de grupos de crianças, orientadas por mestres destas diferentes artes, até que as crianças compreendam que este museu é delas, e como elas está crescendo, e que para isso a sua contribuição é pedida e desejada.
COMO REALIZAR
A partir do momento em que estas idéias-base se organizem, tornando-se lançamento para projetos concretos, nos dedicaremos a visitar e conhecer outras experiências de museus da criança no Brasil e no Mundo. O intercâmbio e o envolvimento de novos grupos de interessados criarão novas formas de colaboração. Recebendo propostas, pistas, histórias de percursos percorridos, e, em resumo, o apoio de que necessitam para por dos pés no caminho com garantias de êxito que todos os museus infantis têm nos seus lugares de origem.
É desnecessário nos prolongarmos na evidente necessidade de um equipamento social e cultural como este nos Sítios Históricos de nosso país. Em cidades carentes de ofertas de museus para adultos, é mais do que certa a falta de museus específicos para a clientela estudantil e infantil. Desse modo, pretendemos integrar as visitas ao museu ao calendário das escolas públicas, promovendo trabalhos de educação patrimonial de qualidade. Este trabalho está vinculado ao esforço mais amplo de garantir o exercício dos direitos culturais a todo cidadão brasileiro, como está inscrito na Constituição Federal de 1988.
Museus das Crianças pelo Mundo:
1. EUA:
· The Brooklyn Children’s Museum – (1899) – É o mais antigo museu das crianças existente no Mundo;
· Children’s Museum of Oak Bridge (Tenessee);
· Exploratorium (S. Francisco);
· Boston Children’s Museun;
· Staten Island Children’s Museum;
· Cloisters Children’s Museum;
· Capitol Children’s Museum;
· Please Touch Museum for Children;
· Richmond Children’s Museum;
· The Cleveland Children’s Museum.
2. Europa:
· França: Le Musée en Herbe (Bois de Boulogne – Paris);
· Reino Unido (Edimburgo) Museum of Childhood;
· Londres – Bethnal Green Museum of Childhood;
· Halifax – The Museum of Childood;
· Bruxelas – Musée des Enfants.
3. América Latina:
. Museo de los Niños (Caracas): http://www.maravillosarealidad.com/
MUSEUS DAS CRIANÇAS NA WEB
www.childrensmuseum.com
www.museedesenfants.be
www.quipusbolivia.org
www.museoabasto.org.ar
www.museodelosninos.org.ve
www.civilization.ca/mce_ccm/mce_ecmf.asp
museudevarginha@zipmail.com.br
www.maravillosarealidad.com/
Embora não chegue a ser um "Museu da Criança", há na Faculdade de Educação da USP o Museu da Educação e do Brinquedo (MEB) vinculado ao Laboratório de Brinquedos e Materias Pedagógicos (Labrimp). Há uma página na internet: http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/meb.htm. O endereço eletrônico: labrimp@edu.usp.br.
23 de junho de 2007
GRUPO DE ESTUDOS CULTURAIS
GRUPO DE PESQUISA, ENSINO & EXTENSÃO PATRIMÔNIO & MEMÓRIA
Convida para GRUPO DE ESTUDOS CULTURAIS
Tópicos:
Leituras e diálogos; criação e elaboração de projetos; conversas sobre temas ligados às Ciências Sociais (Antropologia e Sociologia); Literatura e Sistemas Simbólicos; Arte, Cultura e Imaginário; Processos de Globalização e Mundialização; Gestão e Política Cultural.
Inscrições:
– Currículo Lattes – Proposta ou Plano de Estudo (até 3 laudas).
Coordenador:
Prof. Alexandre Fernandes Corrêa (Dep. Sociologia e Antropologia/UFMA)
Formação Acadêmica:
- Mestrado em Antropologia Cultural (UFPE)
- Doutorado em Ciências Sociais: Antropologia (PUC/SP)
- Pós-Doutorado em Antropologia (IFCS/UFRJ)
Projeto de Pesquisa em Andamento:
Teatro das Memórias Sociais e do Patrimônio Biocultural: pesquisa antropológica na região metropolitana de São Luís/MA.(CONSEPE/UFMA Nº 1445/2006-00)
Projeto de Extensão em Andamento:
Teatro das Memórias: entre o passado e o futuro.
PERCURSO SEMESTRE 1/2007
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1997
FOUCAULT, Michel. As Palavras e as coisas. São Paulo: Martins Fontes, 1992
LÉVI-STRAUSS, C. Antropologia estrutural. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975
MERLEAU-PONTY, M. Textos escolhidos. São Paulo: Abril Cultural, 1984
WILLIAMS, R. Marxismo e literatura. Rio de Janeiro: Zahar, 1979
___. Cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1992
BERMAN, M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 1992
COELHO, T. Dicionário de política cultural. São Paulo: Iluminuras, 1999
GARCIA CANCLINI, N. Culturas híbridas. São Paulo: USO, 2003
JEUDY, H.-P. Memórias do social. Rio de Janeiro: Forense, 1990.
___. Espelho das cidades. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2005
BAUDRILLARD, J. A troca simbólica e a morte. São Paulo: Loylola, 1996
BALANDIER, G. El poder enescenas. Barcelona: Paidós Ibérica, 1994
JAMESON, F. A virada cultural. Rio de Janeiro: Record, 2006
Vínculos Institucionais:
- Grupo de Trabalho do Patrimônio – ABA:
HTTP://br.groups.yahoo.com/group/gt_patrimonio/
- Fórum Patrimônio & Paisagem:
HTTP://groups.gougle.com/group/ForumPatrimonioPaisagem/topics
E.mail: ForumPatrimonioPaisagem@googlegroups.com
Mais Informações nos Blogs:
Grupo de Estudos e Pesquisas do Patrimônio & Memória (DEPSAN/UFMA):
http://gpeculturais.blogspot.com/
Portal da Comunidade Virtual de Antropologia (CVA): http://www.antropologia.com.br/
E.Mail para Contato: alexcorrea@antropologia.com.br
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