Edital MCT/CNPQ 14/2008 Universal Processo 470333/2008-1



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12 de maio de 2012

Amazônia - Patrimônio Ambiental e Cultural, para quem?‏


Prezados,

A notícia em relação ao "tombamento" do Encontro das Águas dos Rios Solimões e Negro no Estado do Amazonas me lembrou, em alguns momentos, aquela famosa manifestação de Cristovan Buarque em resposta a um estudante norte-americano sobre a preservação da Amazônia; que todos conhecem, pois circulou na internet, sendo considerado um dos documentos mais lidos na rede.

Vamos "Tombar a Amazônia" para quem?

Trata-se da recente "LIMINAR do STF que IMPEDE OBRAS NA REGIÃO DO ENCONTRO DOS RIOS NEGRO E SOLIMÕES"...

O STF através da decisão do ministro Dias Toffoli determinou a suspensão da ação de anulação ajuizada pelo Estado do Amazonas, por entender que ficou configurado conflito entre o ente federativo e a União, caso em que o julgamento é de competência do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o artigo 102, I, "f", da Constituição Federal

Não tenho competência jurídica para debater os aspectos técnicos da decisão, mas como possuo estudos livres sobre política do patrimônio cultural e ambiental, gostaria de colocar algumas apreensões quanto a esses processos de "tombamento" em curso.

O IPHAN está com o processo em andamento e o Estado do Amazonas entrou com uma ação na Justiça Federal do Amazonas, e conseguiu  suspender o processo de acautelamento. O STF, por questões de competência jurídica, suspendeu a decisão da Justiça Federal do Amazonas.

Qual é o problema aí? O que pode interessar um sociólogo, um processo desse? Ora, muito! Pois, o "tombamento" pode significar a tentativa de "congelar" a história o uso da "paisagem cultural e natural" do Estado pela sua população!

O IPHAN desse modo vai interfirir no processo de decisão quanto ao uso da "paisagem" para a história do Estado do Amazonas! Para (stop) a História: congela, patrimonializa, petrifica... Como fica a sociedade local? Ela participa desse processo?

O Estado do Amazonas, como ente federativo, através de seus representantes legais contestam tal "tombamento". Parece que o problema técnico está no foro em que foi encaminhado a ação de suspensão. Mas, fica a questão: não seria correto fazer um PLEBISCITO para decidir algo dessa monta? Os conselheiros do IPHAN é que devem ter o poder de decidir algo desse porte? A União, através do IPHAN, vai decidir o futuro ambiental e cultural do Estado do Amazonas?
Quem são os conselheiros do IPHAN: os colegas sabem seus nomes? Quem os indicou? Representam o quê, e quem? A população brasileira sabe o nome desses conselheiros?
Esse tipo de situação política e cultural, e ambiental, mereceria um debate mais aberto, democrático; no mínimo...
Não pode ser uma decisão tecnocrática e nem palaciana, deve ser aberta...

Vamos "Preservar a Amazônia" em que termos? Qual o projeto em causa?

"Tombar a Amazônia" é a solução? PLEBISCITO JÁ!

Bem, vou ficando por aqui... com essas reflexões heterodoxas! 

Um abraço!  

Alexandre F. Corrêa
CRISOL - Pesquisas e Estudos Culturais
www.crisol-gpec.com.br

PS - Será necessário ser-se odioso para se furtar ao contágio do consensual?
A Sociedade Transbordante.
Henri-Pierre Jeudy.

11 de maio de 2012

HANNAH ARENDT - Teatro das Memórias - EBOOK

PDF SB

Teatro Das Memórias: Entre O Passado E O Futuro

Teatro das Memórias: entre o passado e o futuro

Arendt, Hannah. 


Entre O Passado E O Futuro.


(Livro, Ler Online, Baixar Gratis) Em Portuguese

www.pasosonline.org
  
Teatro das Memórias: entre o passado e o futuro .
Alexandre Fernandes Corrêa† 


Pontifícia Universidade Católica de São Paulo 
Patrimônio Cultural. ISSN 1695-7121 364 

Reflexão sobre o tema da VIª Semana Nacional dos Museus : 


“Museus como Agentes de Mudança Social e Desenvolvimento”. 


Apresenta a proposta de Ação Cultural 


Teatro das Memórias: Entre o Passado e o Futuro. 
Linguagem: portugueseNúmero de páginas: 11, size: 0.17 MB

13 de dezembro de 2011

Observatório de Políticas do Patrimônio Cultural


Dossiê reúne impactos e violações de direitos no caminho para aos megaeventos esportivos no Brasil

Documento produzido coletivamente pelos Comitês Populares da Copa será entregue aos governos e às prefeituras das 12 cidades sede da Copa, além de órgãos municipais, estaduais, federais e internacionais.
Será lançado hoje (12/12) simultaneamente nas 12 cidades-sede da Copa, o Dossiê da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa - Megaeventos e Violações de Direitos Humanos no Brasil , documento que reúne casos de impactos e violações de direitos humanos nas obras e transformações urbanas empreendidas para a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil.
O dossiê foi produzido coletivamente pelos Comitês Populares da Copa - que reúnem acadêmicos, moradores de comunidades, movimentos e organizações sociais - e consolida uma articulação feita em nível nacional para contestar a forma como a Copa está sendo implementada, fato que nunca tinha acontecido em países que receberam o evento.
Em pelo menos sete cidades, os Comitês Populares da Copa realizam hoje atos simbólicos de entrega dos dossiês nas prefeituras municipais (veja serviço abaixo). O documento será protocolado ainda em secretarias de governos estaduais e ministérios do Governo Federal, além de órgãos como o Ministério Público Federal, o BNDES, a Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas da União. A Comissão de Direitos Humanos da OEA, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), e relatorias especiais da ONU também receberão uma cópia.

8 de dezembro de 2011

O Barraco Teimoso de D. Angela na Praia de São Marcos

Há trinta anos a cozinheira conhecida por D. Angela, mora num único Barraco, de frente para a Praia de São Marcos, em São Luís/MA. Ao passarmos pelo local, não deixamos de vislumbrar o contraste eloquente, estampado na paisagem praiana: uma favela teimosa de um barraco só! Torres de apartamentos valendo milhões de reais completam a moldura com as Dunas e o Barraco em destaque, compondo o cenário curioso e contrastante.
Casebre na Praia de São Marcos - São Luís/MA


Na moderna Avenida Litorânea, cortando toda a faixa litoral, percorrendo os bairros do Farol de São Marcos e do Calhau, nesta parte da Ilha, segue o contorno das Dunas preservadas (ou melhor, largadas) em que é proibido construir qualquer imóvel. O Barraco teimoso mantém-se por força do uso-capião de mais de três décadas, ocupada pela família da cozinheira D. Angela. Ela pode continuar residindo ali com a condição de manter intacto o casebre, até a sua morte; sem qualquer melhoria, ou qualquer benfeitoria no local...
Barroco de D. Angela - Cozinheira

Em frente ao Barraco teimoso desfilam automóveis, disputando estacionamento nos fins de semana, no meio-fio de sua calçada... Cena curiosa numa cidade brasileira de imensos contrates! Essa é uma história interessante, sem dúvida; revelando aspectos pitorescos de um processo de urbanização recente e conturbado.
Barraco de frente para a Praia de São Marcos

Na residência simples e rústica - como deve se manter - habita uma família com membros de várias gerações. Não sabemos se dormem no local, ou quanto tempo mantém-se no Barraco. Percebe-se ainda que diversos usos parecem movimentar o espaço. No tempo que podemos observar, boleiros que jogavam na areia da praia, com o fim da partida e a subida da maré, vinham guardar os travessões dos gols, atrás do Barraco teimoso. 
Torres de Milhões de Reais, atrás do Barraco

Quem passa apressado pelo local, não se dá conta dessa inusitada história de "resistência" de um indivíduo, ou grupo familiar, contra as "leis" do espaço público estabelecidas pelos tecnocratas e legisladores. Uma "resistência" idiossincrática, teimosa, curiosa, solitária... Pois, não parece ter repercussões sociais mais abrangentes; trata-se de um único barraco, em mais de três quilômetros de litoral. Só a casa de sucos que fica muito mais a frente na avenida, pode ser comparada a essa ocupação resistente. No caso da D. Angela, os usuários da praia têm uma relação de reciprocidade, em que se trocam benefícios e oportunidades eventuais de uso e compartilhamento do local. Na casa de sucos, percebemos o uso compartilhado por jovens e pessoas de origem social bem mais abastada; em que se joga vôlei, toma sucos, contempla-se o crepúsculo, namora-se, etc... 

Vista da Praia, em frente ao Barraco de D. Angela


A praia se destaca na paisagem; triunfa na sua exuberância plástica! Que vista privilegiada! Quem poderia crer em algo assim - a única moradora da Praia de São Marcos! Remanescente dos tempos em que não havia pista, nem avenida, nem rua, nem turistas, nem boleiros, nem banhistas - só pescadores e barqueiros! Dunas e mais dunas de areia, com vegetação rasteira, que em todo verão queima em labaredas altas, dias e dias seguidos!

Pôs-do-Sol na Praia de São Marcos


O pôr-do-sol triunfa no horizonte. D. Angela mantém-se firme na sua residência a beira mar! Não aceitou ser deslocada e enviada para bairros distantes, em terrenos em que não poderia viver sua vida de filha, neta e bisneta de pescadores caiçaras do litoral da Ilha do Maranhão!

Praia de São Marcos - São Luís/MA

4 de outubro de 2011

QUEREM DESTRUIR A QUINTA DA BOA VISTA


ESTADO  ASSASSINA  MAIS  UM  PATRIMÔNIO  DA  CIDADE 

QUEREM DESTRUIR A QUINTA DA BOA VISTA
MAIS UM ATAQUE DO GOVERNO CONTRA O PATRIMÔNIO DA CIDADE
Enviado pelo amigo, arquiteto Nireu Cavalcanti
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Gente amiga, que ama a cidade do Rio de Janeiro
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Mais um crime está para se consumar ― contra o Patrimônio Histórico, Cultural e Arquitetônico ― se não houver mobilização para evitá-lo. Esses ASSASSINATOS irão ocorrer em nome da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Simplesmente querem DESTRUIR uma área vizinha à Quinta da Boa Vista, para construírem UM ESTACIONAMENTO PARA O MARACANÃ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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Em vez de fazerem um sistema de transporte coletivo para o deslocamento das pessoas, como fez O ROCK IN RIO, querem destruir o nosso patrimônio. O curioso é que a área é da União e passará para o município!
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Estou encaminhando esse email com o texto encaminhado pela brava Ana Stela, com seu telefone e email. Entrem em contato com ela para entrar nessa luta.
Os nossos heróis da FEB saíram desse local para defenderem a Democracia, cabe a nós honrar os nossos antepassados. Abraço, Nireu


Texto de Ana Stela, enviado para o historiador e arquiteto Nireu Cavalcanti:
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Boa noite prof. Nireu,
... .
Não sei se o sr ja tomou conhecimento, mas uma area em São Cristovão ao lado da Quinta da Boa Vista, que ate entao fazia parte do Exercito Brasileiro, esta prestes a passar para o nivel do governo municipal, e nessa area o prefeito pretende derrubar tudo o que existe para fazer estacionamento para o Maracana.
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So que nessa area que pertenceu a Quinta da Boa Vista e uma area historica, que foi o local onde a Princesa Leopoldina teve aula de equitacao com o Sr Luiz Jacome, onde existe um picadeiro fechado (local para a pratica de equitacao) de 1821 alem de outros predios historicos como o do quartel ao lado, que foi o local de onde sairam muitos dos Brasileiros que compuseram a FEB- Forca Expedicionaria Brasileira na 2 Guerra Mundial.

Bom como Cidadaos Brasileiros, decidimos tentar mudar o “destino” que esta sendo dado as dependencias do Centro Hipico do Rio de Janeiro(antigo Centro Hipico do Exercito) que foi o primeiro Clube Hipico do Brasil em 1811 quando la funcionava o Club Hipico de Equitacao(ha exatos 100 anos atras).
Resolvemos entao, algumas pessoas, nos reunirmos e buscarmos juntamente com o vereador Carlo Caiado (uma pessoa do cavalo, sua familia inclusive criava cavalos), entrar com o pedido de tombamento do local por ser Patrimonio Historico Brasileiro – embora saibamos que nos Brasileiros nao “saibamos, conhecamos ou valorizamos” a nossa historia; estamos juntando o pouco que temos de documentos, para justificar junto ao IPHAN a necessidade de ser feito o tombamento do local.

Fui ate a UFF onde me passaram seu email e um numero de telefone 97627088, porem nao consegui contata-lo por esse numero, entao envio este email, esperando retorno para que possamos quem sabe contar com sua ajuda para provar que aquela area pertenceu a Quinta da Boa Vista e foi local de uso de praticas equestres pela familia Imperial.

Agradeco desde ja sua atencao.

Ana Stela Fonseca

27 de junho de 2010

TEATRO DAS MEMÓRIAS E DAS HERANÇAS BIOCULTURAIS





TEATRO DAS MEMÓRIAS E DAS HERANÇAS BIOCULTURAIS: AÇÃO CULTURAL ENTRE O PASSADO E O FUTURO

RESUMO: Texto sobre a função sócio-cultural dos museus na atualidade e suas relações com os acervos culturais e naturais, as políticas do patrimônio cultural e da memória social.

PALAVRAS-CHAVE: Museu – Patrimônio – Memória.

ABSTRACT: A brief article about the socio-cultural function of museums at present and its relations with the cultural and natural preservation policies, and the cultural heritage and social memory.

KEYWORDS: Museum – Patrimony – Memory.

O tema da VIª Semana Nacional dos Museus no Brasil, no ano de 2008, foi Museus como Agentes de Mudança Social e Desenvolvimento. Esse tema também foi o escolhido para o Ano Ibero-Americano de Museus. O presente artigo é uma elaboração em texto escrito da conferência apresentada no Memorial do Palácio Cristo-Rei, da Universidade Federal do Maranhão, que programou exposições e atividades ligadas ao evento nacional. Portanto, esse texto possui as características de uma articulação de idéias programáticas com algumas indicações prospectivas para a ação cultural futura.

Texto Disponível: Fênix – Revista de História e Estudos Culturais

Outubro/ Novembro/ Dezembro de 2009 Vol. 6 Ano VI nº 4ISSN: 1807-6971
Disponível em: http://www.revistafenix.pro.br/

12 de maio de 2008

VI SEMANA NACIONAL DOS MUSEUS



UFMA promove VI Semana Nacional de Museus
A abertura do evento acontece na segunda-feira, 12, no Palácio Cristo Rei

Com o tema "Museus como agentes de mudança social", o Memorial Cristo Rei promove entre os dias 12 e 16 de maio a edição local da VI Semana Nacional de Museus. Iniciando em 2006 sua participação no evento, o Memorial aderiu em 2007 ao Cadastro Nacional e já faz parte do Sistema Brasileiro de Museus.

Dia 12 de maio

Palestra de abertura:
"TEATRO DAS MEMÓRIAS: ENTRE O PASSADO E O FUTURO"

Palestrante: Prof. Dr. Alexandre Fernandes Corrêa - Departamento de Antropologia e Sociologia da UFMA

Horário: 18h00

O evento nacional acontece anualmente no mês de maio, em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio), com o propósito de integrar os museus brasileiros e intensificar sua relação com a sociedade, sendo promovido pelo Departamento de Museus e Centros Culturais (DEMU), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), e pela Associação Brasileira de Museus (ABM).

O Memorial Cristo Rei tem como objetivo resgatar, preservar e difundir a história da UFMA. O acervo histórico do memorial é composto por livros e relatórios sobre a Universidade, documentos das antigas faculdades isoladas, peças e equipamentos da área médica e de diversos setores da universidade, bem como honrarias recebidas pelos ex-reitores e fotografias dos eventos ocorridos nas gestões anteriores.

27 de junho de 2007

PROJETO MUSEU DAS CRIANÇAS

A CASA DE SER CRIANÇA

"Do Passado Emergirão as Crianças do Futuro"
Wilhelm Reich

"Museu das Crianças: a casa de ser criança".
Alexandre Fernandes Corrêa - UFMA

INTRODUÇÃO

Este trabalho de Pesquisa e Extensão - Museu das Crianças - pretende realizar projetos que levem a criança a aprender participando, criando e imaginando.

Inicialmente nos dedicaremos a trabalhar a História das Cidades e dos Sítios Históricos, na linha inglesa do “living history”, para em seguida desenvolver técnicas em que a forma criativa e alegre de ensinar seja aplicada a qualquer aprendizagem. O êxito deste projeto será medido pelos risos, o entusiasmo, o brilho dos olhos e as perguntas que nascerem das crianças.

PORQUÊ O MUSEU DAS CRIANÇAS

Nosso objetivo é levar cada projeto ao maior número possível de crianças. Como o esforço e os estudos necessários para efetivar tal empreendimento são tamanhos, buscamos encontrar uma fórmula, nos moldes do projeto do Museu das Crianças da Cidade de Lisboa, “para que a festa permanecesse, se recriasse dentro de si mesma, suprisse faltas que parecem inevitáveis nas escolas, e ensinasse os caminhos do sonho a uma geração inteira, e outras depois dessa”.

Foi assim que chegamos a idéia do Museu das Crianças. “As crianças são um campo fértil, e tudo o que deslumbra permanece e é semente”. Cada uma delas será, no decorrer da sua vida, responsável pelos frutos – mas, quanto mais se der à partida, maior será a capacidade da promessa. Porém, vamos começar o Museu de “pernas para o ar”. E isto porque os museus se fazem, normalmente, quando existe um conjunto de peças, e aqui ao contrário. Faz-se o museu porque há crianças.

O MUSEU

Deparamo-nos, neste ponto, com algo parecido com o que acontece com a escrita Árabe: escreveremos, este Museu, de lá para cá.

“As crianças serão, assim, o acervo deste museu antimuseu, e ao redor delas que irão mover-se e animar-se objetos, idéias, possibilidades”.

As coisas serão feitas de maneira que os objetos sejam criados constantemente pelas crianças que os irão explorar, de todos os avessos possíveis, como um brinquedo, e reinventando sempre a sua própria relação com as coisas, e a das coisas umas com as outras. Trata-se de uma experiência semelhante com aquela de ver a sala de aula de cima da mesa, como sugeria o professor do filme Sociedade dos Poetas Mortos.

A COMPOSIÇÃO DO MUSEU

Para se conseguir atingir esse objetivo, o museu deve compor-se de três partes principais.

1. Uma parte fixa que terá de ter a sua função histórica. As peças de um museu não são correntes nem habituais, porque essas são conhecidas e tomadas no quotidiano. As peças de um museu devem contar qualquer coisa de diferente – e esta parte do museu deverá situar, para as crianças que venham, como foram outras infâncias: “Naquele tempo...”.

Naquele tempo o mundo que rodeava as crianças era imensamente diferente, e o infantil passava-se todo por dentro, porque, por fora, as coisas eram adultas e dos adultos. E é por isso que esta aprte do museu deverá ser feita de forma a que essas coisas se tronem imediatamente evidentes e surpreendentes para as crianças que ali chegam. Mas também de forma que essas mesmas perguntas sejam formuladas e respondidas pelas crianças. A disposição e o jogo à volta de cada peça são o que irá induzir cada criança visitante a uma atitude ativa.

2. Numa segunda parte deste museu irão decorrer exposições temporárias, que serão, na sua maioria, importações de exposições fascinantes que rodam nos museus das crianças de outros estados e países pelo mundo, que por ventura possam aportar na cidade, e se tornará acessível às crianças do lugar. Prevê-se ainda que seja possível realizar nesta parte do museu, por ter de ser fisicamente a mais flexível, réplicas de acontecimentos do mundo de gente grande, como, p. ex., uma feira de livro montada por crianças (com o apoio de monitores) e promovida por elas, e onde o livro do “dia” ou da “semana” seja tornado sedutor pelo trabalho de equipe de uma classe, de forma a cativar para ele o interesse das crianças que chegarem.

3. A terceira parte irá celebrar as artes! Como linguagem universal que são, afigura-se-nos, como aos Gregos, que são indispensáveis na educação da criança e no desenvolvimento da sensibilidade. Por isso, imaginamos um teatro, à escala infantil, mas completo, com bastidores, quarda-roupa, cenários, platéia, etc. Aqui as crianças irão criar personagens, meter-se dentro delas, representa-las, aplaudi-las ou criticá-las até perceberem como a língua que falam pode tornar-se um instrumento divertido, capaz de produzir efeitos do mesmo modo que as cores ou os sons, ou um pássaro a voar. E, através das palavras, contatar mundos novos e insuspeitados. Aqui se será possível crianças ouvirem música tocada por crianças, e existir uma familiaridade leve com os sons e com os efeitos que eles permitem infinitamente. De tal modo que tudo que for criado, possa sair das moas de grupos de crianças, orientadas por mestres destas diferentes artes, até que as crianças compreendam que este museu é delas, e como elas está crescendo, e que para isso a sua contribuição é pedida e desejada.

COMO REALIZAR

A partir do momento em que estas idéias-base se organizem, tornando-se lançamento para projetos concretos, nos dedicaremos a visitar e conhecer outras experiências de museus da criança no Brasil e no Mundo. O intercâmbio e o envolvimento de novos grupos de interessados criarão novas formas de colaboração. Recebendo propostas, pistas, histórias de percursos percorridos, e, em resumo, o apoio de que necessitam para por dos pés no caminho com garantias de êxito que todos os museus infantis têm nos seus lugares de origem.

É desnecessário nos prolongarmos na evidente necessidade de um equipamento social e cultural como este nos Sítios Históricos de nosso país. Em cidades carentes de ofertas de museus para adultos, é mais do que certa a falta de museus específicos para a clientela estudantil e infantil. Desse modo, pretendemos integrar as visitas ao museu ao calendário das escolas públicas, promovendo trabalhos de educação patrimonial de qualidade. Este trabalho está vinculado ao esforço mais amplo de garantir o exercício dos direitos culturais a todo cidadão brasileiro, como está inscrito na Constituição Federal de 1988.

Museus das Crianças pelo Mundo:

1. EUA:
· The Brooklyn Children’s Museum – (1899) – É o mais antigo museu das crianças existente no Mundo;
· Children’s Museum of Oak Bridge (Tenessee);
· Exploratorium (S. Francisco);
· Boston Children’s Museun;
· Staten Island Children’s Museum;
· Cloisters Children’s Museum;
· Capitol Children’s Museum;
· Please Touch Museum for Children;
· Richmond Children’s Museum;
· The Cleveland Children’s Museum.

2. Europa:
· França: Le Musée en Herbe (Bois de Boulogne – Paris);
· Reino Unido (Edimburgo) Museum of Childhood;
· Londres – Bethnal Green Museum of Childhood;
· Halifax – The Museum of Childood;
· Bruxelas – Musée des Enfants.

3. América Latina:
. Museo de los Niños (Caracas): http://www.maravillosarealidad.com/

MUSEUS DAS CRIANÇAS NA WEB

www.childrensmuseum.com
www.museedesenfants.be
www.quipusbolivia.org
www.museoabasto.org.ar
www.museodelosninos.org.ve
www.civilization.ca/mce_ccm/mce_ecmf.asp
museudevarginha@zipmail.com.br
www.maravillosarealidad.com/

Embora não chegue a ser um "Museu da Criança", há na Faculdade de Educação da USP o Museu da Educação e do Brinquedo (MEB) vinculado ao Laboratório de Brinquedos e Materias Pedagógicos (Labrimp). Há uma página na internet: http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/meb.htm. O endereço eletrônico: labrimp@edu.usp.br.

10 de maio de 2007

TEATRO DAS MEMÓRIAS

Teatro das Memórias: entre o passado e o futuro.

O Grupo de Pesquisa Patrimônio e Memória da Universidade Federal do Maranhão, vem desde 2001 realizando trabalhos de extensão universitária em alguns bairros da cidade de São Luís. Trata-se de uma iniciativa que vem marcando mudanças na matriz dominante no campo do preservacionismo cultural no Maranhão. Estamos dando passos importantes e colaborando para a superação do paradigma arquitetural predominante na área do patrimônio histórico, comumente reduzido à visão de “pedra e cal”. Estamos trilhando um novo caminho no sentido da promoção das memórias sociais e da história dos bairros da capital ludovicense.
O Projeto de Ação Cultural Teatro das Memórias faz parte de um projeto mais amplo que vem sendo desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa do Patrimônio e Memória, na região grande metropolitana de São Luís. Na sua concepção macro temos como objeto de pesquisa e análise as políticas do patrimônio biocultural implementadas nos museus, eco-museus, parques e centros culturais da ilha. Tomando como pano de fundo a dinâmica sócio-histórica das identidades culturais regionais e locais, almejamos trabalhar as particularidades e singularidades do processo de preservação e transformação da natureza e da cultura local, na atualidade. Nesse trajeto focalizamos especialmente os chamados novos patrimônios, objetos de ação preservacionista, na cena das políticas culturais e ambientais - algo especialmente importante numa cidade que ainda não tem um Jardim Botânico, um Horto Florestal, ou um Parque da Cidade, abertos ao público, isto é, não possuímos ainda um Teatro das Memórias da Natureza verdadeiramente democráticos e de livre acesso a todos os cidadãos.
Desde 2001, o Grupo de Pesquisa do Patrimônio e da Memória (GPPM/UFMA) vem desenvolvendo linhas de pesquisa e trabalho em acervos fotográficos de famílias dos bairros, organizado oficinas de fotografia e artes plásticas, oficinas de cultura e memória social, oficinas de artesanato e manifestações artísticas e culturais, além de palestras e eventos com crianças, jovens, adultos e idosos residentes em diferentes logradouros da cidade. Em cada nova edição da ação cultural pretendemos aprofundar, através do teatro e de outras artes, o alcance dos trabalhos de promoção cultural da memória social e do patrimônio histórico e ambiental da capital e da ilaha de São Luís.
Vale destacar que o Projeto Teatro das Memórias tem em vista, em longo prazo, participar efetivamente das discussões acerca da construção coletiva do IV centenário da fundação de São Luís. Os resultados dessa parceria cultural e artística da UFMA com a comunidade, o Estado, a Prefeitura, e as empresas privadas nos preparam para a elaboração conjunta de um calendário de atividades coletivas, em prol da conservação, preservação e promoção da memória social e do patrimônio cultural da capital do Estado do Maranhão.
Nesse processo pretende-se desenvolver atividades voltadas para o tema da transmissão das heranças culturais e dos patrimônios coletivos, através do encontro entre as memórias de diferentes grupos sociais que habitam, convivem e formaram a cidade e os municipios da ilha de São Luís, além é claro do Centro Histórico - trabalhando com crianças e adolescentes em diálogo intersubjetivo com adultos e idosos das diferentes classes sociais.
A execução desse Projeto de Ação Cultural se dá sempre em parceria com as entidades civis, como União de Moradores e Amigos de Bairro, Sindicatos e outras instituições culturais. A coordenação geral é feita pelo Grupo de Estudos e Pesquisas do Patrimônio e Memória da Universidade Federal do Maranhão. O calendário de atividades e ações culturais e artísticas sempre é elaborado em conjunto com a comunidade. Fortalecendo o diálogo entre as crianças, os jovens e os idosos.
Todo ano temos priorizado a nossa participação no Dia do Patrimônio (6 de dezembro), quando se comemora a inclusão do Centro Histórico de São Luís na Lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco (1997). Nessa data apresentamos os resultados dos trabalhos realizados nas comunidades, quando são expostos os produtos criados pelos integrantes dos Laboratórios e Oficinas de Arte e Cultura, no decorrer de todo o ano. Desse modo, pretendemos intensificar a participação da Universidade na vida da cidade, contribuindo para a renovação do seu imaginário urbano e promovendo um diálogo fecundo, criativo e participativo “entre o passado e o futuro” nas diversas comunidades que formam o tecido e a rede metropolitana dessa fantástica cidade de São Luís do Maranhão.

Prof. Dr. Alexandre Fernandes Corrêa - Adjunto de Antropologia (UFMA)
Coordenador do Grupo de Pesquisa Patrimônio & Memória e do Grupo de Estudos Culturais.

59ª Reunião Anual da SBPC UFPE / Hangar - Belém/PA 8 a 13 de julho de 2007
Título: TEATRO E EDUCAÇÂO PATRIMONIAL NO BAIRRO DO DESTERRO: A PROPOSTA DO TEATRO DAS MEMÓRIAS
Área: H.1.8. - Teatro e Ópera
Autores Danielle de Jesus de Souza Fonsêca
Data Programada: 13-7-2007 Período: Tarde Número do Painel: 254
http://www.servicos.sbpcnet.org.br/sbpc/59ra/senior/pesquisatrab.asp?acao=consultar

* * *
A DIALÉTICA DA PERMANÊNCIA DO PASSADO.


Uma questão recorrente vira e mexe retorna a cena. E nos diários e periódicos de todas as cidades brasileiras, com centros urbanos antigos, observamos retornar com freqüência o problema do que fazer com as sobras do passado; quais os usos do passado no mundo de hoje. É uma preocupação sedimentada e desenvolvida por diversos estudiosos. Atualmente a UNESCO tem levado a frente campanhas de grande repercussão planetária; das quais se destaca as Listas de dos Patrimônios Naturais e Culturais da Humanidade. Entre nós temos o já cristalizado e estabelecido IPHAN, com mais de 70 anos de atividade. Todavia, persiste e retorna a indagação incômoda: o que fazer com os vestígios do mundo tradicional e antigo que tem desmoronado e se arruinado nos centros antigos ditos históricos das grandes cidades brasileiras e latino-americanas? São Luís não poderia deixar de fugir a essa retórica hipermoderna, qual seja, a vertigem da perda dos traços arquitetônicos e históricos, tanto materiais quanto intangíveis e simbólicos: há uma crescente sensação de obsolescência das coisas, dos objetos, dos modos de viver, dos fazeres e dos saberes... No ano passado, vimos a manchete de um jornal local estampar: "Restaurando os Prédios Alheios". Nessa reportagem a jornalista revela espanto com o fato de o poder público estar investindo milhões de reais em prédios de particulares. E é mesmo de espantar toda gente! Por que esse dispêndio milionário em gastar dinheiro público para manter um cenário histórico cada vez mais fantasmagórico, abandonado - símbolo o fracasso de um modelo equívoco - se a cidade tem bairros populosos que não recebem equipamentos básicos para manter-se com níveis decentes de qualidade de vida? O que justifica tal investimento: a nostalgia dos tempos de glória e de fortuna das classes que dominavam o estado nos séculos passados? A Superintendência do IPHAN, interpelada sobre essa idiossincrasia espantosa respondeu: "- A impressão que dá é que o maranhense não tem consciência de que tem um tesouro nas mãos e que precisa cuidar dele". Eis uma visão simplificada e ingênua do problema sócio-cultural em voga! Coloca-se sempre a culpa na suposta 'insensibilidade estética e artística da população' - a mesma que preserva a cultura popular e o folclore, como poucas no mundo; curiosamente, culpa-se a população pela sua suposta 'ignorância', ao lançar os prédios - considerados verdadeiros 'tesouros arquitetônicos' do passado - na ruína e no abandono. A superintendência não se pergunta: por que essa mesma população que se dedica a preservar e manter viva as suas tradições artísticas, como o Bumba Boi, o Tambor de Crioula, o Tambor de Mina, entre outras, teria esse comportamento desprezível em relação aos prédios históricos. Será o mesmo maranhense? Lógico que não: os proprietários desses prédios não são os mesmos maranhenses que preservam a cultura popular e o folclore; são donos de prédios que se beneficiarão dos investimentos públicos aprovados pelo IPHAN... Só quem faz pesquisa pode responder a tais questões perturbadoras e pode encontrar a lógica sócio-cultural subjacente a esses comportamentos e práticas... A população 'ignorante' paga duas vezes, pela sua culpada 'ignorância' denunciada por um agente público em pleno jornal diário - em flagrante desrespeito ao espírito público geral - e agora pagará também, e ainda muito mais, ao ter que ver e aceitar o dinheiro público serem gastos em prédios particulares; dinheiro que poderia ser aplicado em benefício da urbanização de diversos bairros da cidade: especialmente em saneamento e saúde pública. Há algo mais importante que o 'patrimônio' representado na saúde de um povo? Por que o patrimônio histórico nas mãos de particulares é mais valioso, 'é um tesouro', maior que o saneamento básico nos bairros da cidade? É preciso que estas pessoas enfrentem a seguinte questão: por que é que a população não dá valor a esses cenários históricos do passado? Por ignorância? Essa é a resposta? Essas pessoas 'sabidas', com tanta 'sensibilidade estética' deveriam se perguntar se a população concorda com esse modelo de patrimonialização, esses investimentos vultosos de mais de duas décadas, que só tem beneficiado uns poucos indivíduos e grupos nessa área da cidade. É preciso que nós passemos a enfrentar e a questionar esse modelo arrogante de patrimonialização, que de democrático não terá nunca qualquer inspiração. Devemos nos interrogar, e fazer pesquisas, para encontrar outro modelo que responda aos anseios da população, que precisa acreditar que essas políticas são em seu benefício; o que não parece ser verdade, ao menos do que se expressa nessa ideologia simplificadora. Numa cidade tão carente de diversos equipamentos e insumos básicos, é um luxo satânico manter esse tipo de política patrimonialista que só beneficia os proprietários desses prédios, valorizando-os para a especulação imobiliária futura. Porém, nós sabemos que estes 'agentes públicos' de plantão, parecem não pensar nos interesses gerais da cidadania; pensam em dar respostas aos interesses dos que os colocaram nessa posição e lugar. Não fazem pesquisas, não desenvolvem trabalhos autênticos de empoderamento da população que reside nesses bairros 'históricos', e mais, ainda se apropriam das ações e dos projetos de outras instituições sérias. Enquanto esse modelo imperar vão continuar culpando a suposta 'ignorância' da população e reproduzindo os interesses dos proprietários desses prédios. É preciso que se dê um basta a essas práticas que favorecem os que vão especular com a valorização imobiliária desses espaços sociais. Isso é certo: haverá investimento com dinheiro público que só beneficiará esses proprietários, que depois de garantidos seus benefícios venderão esses prédios para os estrangeiros! A população verá seus 'tesouros' salvos, mas agora entregues aos 'gringos', como se diz: ficará enfim sem seus 'tesouros'! Os grupos de poder e decisão da cidade sabem difundir e defender seus interesses. O que é estranho é a inércia dos agentes públicos como os estabelecidos nos MP Estadual e Federal, as Promotorias do Patrimônio e do Meio Ambiente: por que não promovem uma investigação contra esses outros 'agentes públicos', títeres instalados no escalão federal... É evidente que essa política de investimentos só serve para enriquecer um pequeno grupo de 'sabidos': empreiteiros e aventureiros estrangeiros... Por que não se faz pesquisa universitária nesses espaços? Por que se tem tanta dificuldade em estabelecer políticas culturais democráticas e participativas nesses centros históricos? Por que não se cria um Plano Diretor para o Centro Histórico e se dá condições de participação democrática nas decisões sobre investimento nesse espaço social? Por que esses projetos mirabolantes não passam pelos Conselhos de Cultura e Patrimônio? Falta mais democracia e mais pesquisa social!

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TEATRO DAS MEMÓRIAS: cidadania e direitos culturais

Veja Artigo:

Rastros de Apropriação do Projeto ao Port-Fólio do IPHAN.


Veja Vídeo Produzido pelo IPHAN:

Site em Língua Russa:

Site Vídeos Brasil:

Livro Produzido pelo IPHAN, com nome do Projeto:
Portfólio do DESIGN OCABIO:

OBSERVAÇÃO:
Em nenhum momento faz-se alusáo ao fato de que o Projeto Teatro das Memórias foi criado pelo Grupo de Pesquisa e Estduso Culturais da UFMA, coordenado pelo Prof. Dr. Alexandre Fernandes Corrêa.

12 de agosto de 2006

Fotos de São Luís/MA

Palácio dos Leões - Sede do Governo Estadual













Fotos de Gaudêncio Cunha - 1908